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domingo, 17 de novembro de 2024

𝐍𝐨𝐧 𝐇𝐚𝐛𝐞𝐦𝐮𝐬 𝐏𝐚𝐩𝐚𝐦!

"Nada aprendem e nada esquecem... " 

Tanto a História como obras dessa índole ☝ são testemunhas e provas de que desde 31 de Outubro de 1517 𝐨 principal e provavelmente ú𝐧𝐢𝐜𝐨 𝐚𝐫𝐠𝐮𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐝𝐨𝐬 𝐫𝐨𝐦𝐚𝐧𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐞𝐦 𝐝𝐞𝐟𝐞𝐬𝐚 𝐝𝐞 𝐬𝐮𝐚𝐬 𝐡𝐞𝐫𝐞𝐬𝐢𝐚𝐬 𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚 𝐚𝐬 𝟗𝟓 𝐭𝐞𝐬𝐞𝐬 𝐩𝐫𝐞𝐠𝐚𝐝𝐚𝐬 𝐧𝐚 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚 𝐝𝐚𝐪𝐮𝐞𝐥𝐚 𝐜𝐚𝐩𝐞𝐥𝐚 𝐞𝐦 𝐖𝐢𝐭𝐭𝐞𝐧𝐛𝐞𝐫𝐠 é 𝐨 𝐀𝐝 𝐡𝐨𝐦𝐢𝐧𝐞𝐦 contra aquele que as formulou, o ex frade Agostiniano, doutor em Teologia, Martinho Lutero! 

Dois pontos para a História:

 "O italiano e dominicano Priério (Sylvester Prierias - Sylvester Mazzolini 1456/1457–1527) tão inchado de sua elegante educação, usa às vezes de estilo o mais grosseiro: “Se a índole dos cães é morder,” disse ele a Lutero, “eu receio bem que tu tenhas tido por pai um cão.” (...) Outro papista Dominicano. Tiago Hochstraten, (Jacob van Hoogstraten  1460 – 24 January 1527) inquisidor em Colônia, Hochstraten se irrita, se arrebata e pede em altos gritos a morte do "herege"... É com a fogueira que ele quer fazer Roma triunfar. “É um crime de alta traição contra a igreja ,exclama ele, “deixar viver mais uma hora um tão horrível herege! (...) O Dr. Eck (Johannes Mayer, Johannes Eck ou Johann Maier von Eck 1486-1543) defendia com entusiasmo as opiniões escolásticas, como Lutero as declarações da Palavra de Deus. - Dr. Eck Tratava com um tom de compaixão a seu “débil adversário,” sabendo que a compaixão faz mais mal do que a cólera. Insinuava que as proposições de Lutero espargiam o veneno boêmio, que tinham o cheiro da Boêmia, Lutero desafogou seu coração a sua tristeza em uma carta a Egranus (Johannes Sylvius Egranus 1480-1535), pastor de Zwickau. “Chamam-me nos Obeliscos homem venenoso,” disse ele, “boêmio, herege, sedicioso, insolente, temerário... Não falo das injúrias mais leves, como descuidado, imbecil, ignorante, desprezador do soberano pontífice, e outras." J. H. Merle Daubigné - História da Reforma do décimo Sexto Século, Vol. I Livro III, Capítulo IX. 

E assim a História testemunha como os romanistas, em vão, tentavam e contiuam tentando refutar as teses daquele que os desafiava a convencê-lo pelo testemunho das Escrituras -  Marinho Lutero, que aliás, durante sua vida certamente cometeu seus erros. À propósito, que entendam de uma vez por todas os papistas: não somos nós reformados que acreditamos na fábula do homem infalível, 𝐍𝐨𝐧 𝐡𝐚𝐛𝐞𝐦𝐮𝐬 𝐩𝐚𝐩𝐚𝐦! Quem tem uma papa são os papistas e não os reformados. Nós reformados não cremos na quimera da infalibilidade humana ainda que seja apenas ex cathedra, para nós, Cristãos Bíblicos,  a ÚNICA AUTORIDADE INFALÍVEL NESTE MUNDO são as Escrituras Sagradas! E assim acreditamos por que Cristo Jesus, Nosso Senhor assim o disse: "As Escrituras não podem Falhar" João 10.35 Trad. NAA ("falhar" λύω  - luo - Strong:g3089 -  desatar, desfazer, dissolver, algo amarrado, atado ... unidos pelos laços do matrimônio...)

𝐒𝐨𝐥𝐚 𝐒𝐜𝐫𝐢𝐩𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐱 𝐒𝐨𝐥𝐮𝐬 𝐁𝐞𝐫𝐠𝐨𝐠𝐥𝐢𝐨 eis a diferença entre Cristianismo Bíblico e doutrinas que são meros preceitos de homens. "Nós, cristãos bíblicos, não aceitamos outra doutrina senão a que se funda sobre as Escrituras Sagradas - a eterna, imutável, inerrante, infalível, plenária, suficiente Palavra de Deus! Nenhum homem, nenhuma assembleia de doutores, nem sequer anjos têm o direito de prescrever outras novas."

𝕾𝖔𝖑𝖆 𝕲𝖗𝖆𝖙𝖎𝖆, 𝕾𝖔𝖑𝖆 𝕱𝖎𝖉𝖊 ,𝕾𝖔𝖑𝖚𝖘 𝕮𝖍𝖗𝖎𝖘𝖙𝖚𝖘, 𝕾𝖔𝖑𝖆 𝕾𝖈𝖗𝖎𝖕𝖙𝖚𝖗𝖆, 𝕾𝖔𝖑𝖎 𝕯𝖊𝖔 𝕲𝖑𝖔𝖗𝖎𝖆  - A Salvação dos pecadores se dá pela Graça de Deus, somente, por meio da Fé, somente, Em Cristo Jesus, Nosso Senhor e Salvador, somente, conforme as Escrituras Sagradas, somente e para a Glória de Deus Somente! 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

A Única Autoridade Infalível

"Então Eliú, filho de Baraquel, o buzita, tomou a palavra e disse: "Eu sou de menos idade, e vocês são idosos. Por isso, tive receio e fiquei com medo de dar a minha opinião.Pensei assim: ‘Que falem os que têm mais idade, e que a multidão dos anos ensine a sabedoria.’Na verdade, há um espírito no homem, e o sopro do Todo-Poderoso lhe dá entendimento." Jó 32:6-8

Comenta C.H Makintosh - "Aqui a divina luz, a luz da inspiração começa a brilhar na cena e a empurrar para longe as nuvens escuras levantadas pela batalha verbal. No momento em que esse abençoado servo abre a boca, percebemos a sua força e o seu peso moral. Sentimos que estamos diante de alguém que fala como um oráculo divino - um homem que sem dúvida está na presença de Deus. Não é um homem que se abastece nos armazéns de sua magra e singular experiência (como Elifaz). Nâo é um homem que apella para a sua respeitável antiguidade (como Bilbade) ou para alguma confusa tradição, para as conflitantes vozes dos "pais" (como Zofar). Temos diante de nós um homem que nos introduz na presença do "assopro do Todo Poderoso".

Essa é a única autoridade infalível, o único padrão inerrante. O que Eliu diria do dogma da infalibilidade humana - aceito por mais de quinhentos seres racionais assentados em solene conclave? E isso passou então a fazer parte da fé cristã! (...) O que virá em seguida? (Corredentores?) 

Sem dúvida, a grande ilusão irá vigorar em breve quando a humanidade, por implicações da justiça de Deus, será compelida a crer na mentira por não haver crido na verdade. Possa o Espírito eterno aplicar as Suas energias na conversão de preciosas almas, antes que chegue o dia da vingança!"



domingo, 31 de dezembro de 2023

Romanismo.

Surgiu também uma discussão entre eles, acerca de qual deles era considerado o maior. Lucas 22:24

"(…) A igreja foi em sua origem, um povo de irmãos guiado por irmãos. Todos recebiam a instrução de Deus, e tinham direito de chegar por si mesmos à fonte da divina luz.  João 6:45. As epístolas, que então decidiam das grandes questões de doutrina, não traziam o nome pomposo de um só homem, de um chefe. As Santas Escrituras nos ensinam que se liam simplesmente estas palavras; Os apóstolos, os anciãos, aos nossos irmãos. Atos 15:23.

(...) Os primeiros pastores ou bispos de Roma dedicaram-se cedo à conversão de aldeias e cidades que cercavam esta capital. A necessidade em que se achavam os bispos e pastores da Campanha de Roma de recorrer em casos difíceis a um diretor entendido, e o reconhecimento que deviam à igreja metropolitana, os obrigaram a ficar unidos a ela. Viu-se então o que sempre se tem visto em circunstâncias análogas: esta união tão natural degenerou em dependência. Os bispos de Roma olharam como um direito à superioridade que as igrejas vizinhas lhe haviam concedido. É de usurpações de poderes que a história se compõe em grande parte, sendo que a outra se forma da resistência daqueles cujos direitos foram usurpados. O poderio eclesiástico não podia escapar à propensão que impele o que foi elevado a querer subir ainda mais. Ele seguiu esta lei da humanidade.

Não obstante, a supremacia do bispo romano limitava-se à inspeção das igrejas que se achavam nos territórios submetidos civilmente ao prefeito de Roma. (Veja-se o 6° Canon do Concílio de Nicéia) Mas a graduação que esta cidade de imperadores ocupava no mundo, apresentava à ambição de seu primeiro pastor mais vastos destinos. A consideração de que gozavam no segundo século os bispos da cristandade era proporcionada à consideração da cidade em que residiam. Ora, Roma era a maior, a mais rica e a mais poderosa cidade do mundo Era a capital do império, a mãe dos povos. Todos os habitantes da terra lhe pertencem, disse Juliano e Claudiano a proclamou “a fonte das leis”. 

Se Roma era a rainha das cidades do universo, porque seu pastor não seria a mãe da cristandade? Porque os povos não seriam seus filhos, e sua autoridade sua lei soberana? É fácil ao coração ambicioso do homem fazer tais arrazoados, e a ambiciosa Roma os fez." Jean-Henri Merle d'Aubigné, História da Reforma do Décimo Sexto Século. 

Todavia

Jesus lhes disse: "Os reis das nações dominam sobre elas; e os que exercem autoridade sobre elas são chamados benfeitores.²⁶ Mas, vocês não serão assim." Lucas 22:25,26

"Porque a igreja não tem outro Rei senão Jesus Cristo. Porque a Igreja não deve ingerir-se na política do mundo, tirar desta a sua própria inspiração nem apelar para suas espadas, suas prisões, seus tesouros. Porque a igreja vencerá pelas forças espirituais que Deus depositou em seu seio, e, acima de tudo, pelo reinado de seu Chefe adorável. Porque a Igreja não deve contar com tronos terrenos nem triunfos efêmeros, mas que a sua marcha se assemelhe à do REI: DA MANJEDOURA PARA A CRUZ, DA CRUZ PARA A COROA! 

J. H. Merle D'Aubigné, História da Reforma décimo sexto século, Vol. VI p. 247

sábado, 2 de dezembro de 2023

Chesterton, Gusdorf e a Revolução Francesa.

O contraste entre as opiniões  de um  escritor católico romano e de um protestante reformado sobre a Revolução em França de 1789.

No fim do século XVIII, duas revoltas vitoriosas – A Guerra de Independência dos EUA e a Revolução Francesa – mudaram a face do mundo. A primeira fundou um país fortemente marcado pela cultura protestante, num grande território em que não era necessário fazer um ajuste de contas com um passado feudal onde floresceu a maior democracia do Ocidente; a segunda pôs fim a uma das mais importantes monarquias da Europa instituindo em seu lugar a França contemporânea, a mesma de maio de 68. 

G.K. Chesterton 

O grande ensaísta inglês discorre no capítulo em referência de Ortodoxia sobre o pensamento moderno: “Se este ponto ainda não está bem esclarecido, um exemplo histórico pode ilustrá-lo. A Revolução Francesa foi, realmente um ato heroico e decisivo, porque os Jacobinos desejavam alguma coisa definida e limitada. Desejavam as liberdades da democracia, mas, também, os vetos dessa democracia. Desejavam ter os votos e não ter os títulos. A república tinha um lado ascético em Franklin ou Robespieere, e um lado expansivo em Danton e Wilkes. Assim criaram alguma coisa com forma e substância sólidas, uma igualdade social niveladora e a riqueza campestre da França. Mas desde então o pensamento revolucionário ou especulativo da Europa tem sido enfraquecido pelo retraimento de qualquer proposta devido aos limites dessa mesma proposta. O liberalismo degenerou em liberalidade. Os homens tentaram converter o verbo transitivo ‘revolucionar’ em verbo intransitivo. O jacobino poderia dizer-nos não só qual era o sistema contra o qual se revoltava, mas também (o que é mais importante) o sistema em que confiava.” Ortodoxia, Ecclesiae, p. 68 

Georges Gusdorf 

As reflexões do pensador reformado aqui também destoam muito do católico romano: “Diferença fundamental, a liberdade americana foi conquistada de um adversário externo, à custa de uma guerra estrangeira, mesmo que existisse no país uma minoria de partidários do estrangeiro, os tories lealistas. Ao contrário, a liberdade francesa teve de ser adquirida num conflito da França com ela própria; a guerra civil precedeu a guerra estrangeira, muito mais terrível na exasperação dos fanatismos opostos. Mais do que isso, em cada consciência se travava uma guerra civil individual, dilacerada entre aspirações contraditórias; entre o fascínio e o pavor, a revolução mobilizava as paixões; ela libertou o instinto de morte inscrito nas profundezas de cada personalidade. Na exasperação do Grande Terror, os revolucionários tornaram-se possessos, divididos entre as obsessões contraditórias do massacre, do sacrifício e do suicídio. Da Revolução Americana nasce uma grande nação fortemente marcada pela cultura protestante, à revolução Francesa, seguiram-se o Terror e sucessivos golpes de Estado…” Georges Gusdorf  – As Revoluções da França e da América – a Violência e a Sabedoria – Editora Nova Fronteira. Pg 49. 

E aqui um bônus de Edmund Burke filho de pai protestante e de mãe católica e que aderiu à fé de seu pai permanecendo um anglicano praticante ao longo de sua vida: 

“Faz agora dezesseis ou dezessete anos desde que vi a Rainha da França, naquela época a Delfina, em Versalhes, e certamente jamais pisou neste globo (olhos), que ela apenas parecia tocar, uma visão mais deliciosa. Vi-a bem acima do horizonte, decorando e alegrando a esfera celeste em que principiou a mover-se – cintilante como a estrela da manhã, cheia de vida, esplendor e alegria. Oh, que revolução! E que coração devo eu ter para contemplar, sem emoção, essa elevação e essa queda! (coação exercida pela turba sobre Luís XVI e Maria Antonieta em Versalhes, fazendo-os voltar a Paris para serem confinados nas Tulherias, sob a vigilância popular, 5 de outubro de 1789). Mal podia eu sonhar, quando, ao lhe tributar títulos de veneração acrescidos aos de um amor entusiasta, distante e respeitador, que ela um dia fosse obrigada a levar escondido em seu seio aquele forte antídoto contra a desgraça. Mal podia eu sonhar que viveria para ver esses desastres recaírem sobre ela em uma nação de homens valorosos, em uma nação de homens honrados e cavalheiros. Pensei que mil espadas seriam logo tiradas de suas bainhas para vingar um olhar sequer que a ameaçasse insultuosamente. Mas a era do cavalheirismo foi-se. Sucedeu-a a dos sofistas, economistas e calculadores, e a glória da Europa extinguiu-se para sempre.”

Will Durand - História da Civilização Vol. 10, Rousseal e a Revolução p. 732.


A Fronte coroada de espinhos

e os ligeiros barcos da Aônia Como vim a editar as Memórias de Além-Túmulo (em breve na Amazon e/ou aqui em nosso blog) Comecei por dois fra...