segunda-feira, 28 de julho de 2025
Isaías 53.1-5 Pronúncia em Hebraico e Transliteração
quinta-feira, 3 de julho de 2025
Aquiles & Chamberlain.
"Pacta sunt servanda" diriam até (certo ponto) alguns "petralhas".
A Dissonância: "Enquanto o tema se desenvolvia, no entanto, surgiu no coração de Melkor o impulso de entremear motivos da sua própria imaginação que não estavam em harmonia com o tema de Ilúvatar;" O Silmarillion - J. R. R. Tolkien
Aquiles, um semideus tomado por muitos como o grande heroi da Ilíada, lutava em causa própria. Munido de poderes sobre-humanos e armas forjadas por Hefesto, abatia inimigos mais corajosos, pois cientes do inevitável, ainda assim o enfrentavam em combates assimétricos. O grande dilema do Pelida foi escolher entre dois destinos que os deuses lhe prescreveram - uma pacata, porém longa vida no ceio pacífico de uma família ou aquela breve mas renomada existência no inferno das batalhas. E foi apenas por uma questionável glória pessoal - ser lembrado - que lutava, e por ela, chegou ao ponto de conspirar contra seus aliados, por intermédio de sua mãe junto a Zeus, para que seus irmãos em armas sofressem supostas consequências de sua ausência e suplicassem por seu retorno ao campo de batalha. Aquiles, por pura vaidade não apenas se insurgiu contra a autoridade constituída, mas também se negou a lutar e ainda sabotou os gregos por conta da posse de uma cativa, Briseida, após se indispor com o rei que, se a tomou para si, também havia abrido mão da própria filha, Ifigênia, pela causa grega; tal conduta de Aquiles, muito próxima daquilo que se conhece por traição, custou a vida de muitos aqueus, incluindo a de Pátroclo, o seu melhor amigo. Invertendo a conhecida frase de Churchill, entre a guerra e a desonra, Aquiles escolheu a guerra...
“Foi desprezada a essência do governo
E vede quantas tendas gregas restam
Vazias na planície, vis facções.
Se o general não é como a colmeia,
À qual voltam, atentas, as abelhas,
Que mel é de esperar? Sem hierarquia
O indigno iguala o digno na beleza.
O próprio céu, os astros e este mundo
Observam grau, prioridade, escala,
E curso, e proporção, forma e rodízio,
Comando e posto em toda a linha de ordem.
E portanto, vede o glorioso planeta, o Sol,
Que pragas, que presságios, que motins,
Que revoltas no mar, tremor na terra,
Tempestade nos ventos, medos, horrores,
Perturbam, quebram, rasgam as raízes
Da unidade e calma dos Estados.
Se acaso se destrói a hierarquia
Que é a escada de todo alto desígnio,
Toda a empresa se abala. Como podem
Classes de escolas, ou comunidades,
Pacífico comércio entre cidades,
A primogenitura, cetros e coroas,
Senão por graus manter-se onde merecem?
Remova-se esses graus, falhe essa nota
E vejam que discórdia! As coisas entram
Em conflito gratuito; as águas, soltas,
Erguendo-se mais alto do que as praias
Tornam-se em lama todo o globo sólido:
O mando entrega-se à imbecilidade,
E o rude filho fere e mata o pai.
Seria a força o certo: o certo e o errado,
De cujas lutas a justiça nasce,
Perderia o nome, coa justiça.
Então tudo se enquadra no poder,
O poder na vontade e no apetite,
E o apetite – lobo universal –
Baseado no poder e na vontade,
Terá co’a força o mundo como presa,
E acabará comendo-se a si mesmo."
(Shakespeare, Troilus e Créssida, I.iii. 78-124 - fala de Ulisses).
quarta-feira, 2 de julho de 2025
Quando o Povo é o Tirano
"A variedade no vestuário havia acabado; o velho mundo estava desaparecendo; via-se gente usando o casaco uniforme do novo mundo, um casaco que naquela época nada mais era do que a última vestimenta dos condenados do futuro. As liberdades sociais que se manifestaram no rejuvenescimento da França, as liberdades de 1789, aquelas liberdades estranhas e desregradas de uma ordem de coisas que está sendo destruída e que ainda não é anarquia, estavam agora se igualando sob o cetro popular: sentia-se a proximidade de uma jovem tirania plebeia, fecunda, é verdade, e cheia de esperança, mas também muito mais terrível do que o despotismo ultrapassado da velha monarquia. Porque o povo soberano está presente em toda parte, quando se torna tirano, o tirano está em toda parte; é a presença universal de um Tibério universal." François-René, Visconde de Chateaubriand, autor de Atala, Aventuras do último Abencerragem, o Gênio do Cristianismo e outros grandes êxitos da Literatura Francesa, cristão, conservador, lutou pelo seu rei apesar de não defender uma monarquia absolutista.
Também escreveram
"Tróia, ainda de pé sobre a base, já teria sido aniquilada e a espada do grande Heitor há muito tempo já não teria dono, não fossem os erros que vou citar.
E vede quantas tendas gregas restam
Vazias na planície, vis facções.
Se o general não é como a colmeia,
À qual voltam, atentas, as abelhas,
Que mel é de esperar? Sem hierarquia
O indigno iguala o digno na beleza.
Observam grau, prioridade, escala,
E curso, e proporção, forma e rodízio,
Comando e posto em toda a linha de ordem.
E portanto, vede o glorioso planeta, o Sol,
trona numa nobre proeminência
no meio das outras esferas;
seu olhar salutar corrige o sinistro aspecto
dos planetas funestos e se impõe com autoridade
soberana e absoluta, aos bons e aos maus astros.
Que revoltas no mar, tremor na terra,
Tempestade nos ventos, medos, horrores,
Perturbam, quebram, rasgam as raízes
Da unidade e calma dos Estados.
Que é a escada de todo alto desígnio,
Toda a empresa se abala. Como podem
Classes de escolas, ou comunidades,
Pacífico comércio entre cidades,
A primogenitura, cetros e coroas,
Senão por graus manter-se onde merecem?
Remova-se esses graus, falhe essa nota
E vejam que discórdia! As coisas entram
Em conflito gratuito; as águas, soltas,
Erguendo-se mais alto do que as praias
Tornam-se em lama todo o globo sólido:
O mando entrega-se à imbecilidade,
E o rude filho fere e mata o pai.
De cujas lutas a justiça nasce,
Perderia o nome, coa justiça.
Então tudo se enquadra no poder,
O poder na vontade e no apetite,
E o apetite – lobo universal –
Baseado no poder e na vontade,
Terá co’a força o mundo como presa,
E acabará comendo-se a si mesmo."
(Shakespeare, Troilus e Créssida, I.iii. 78-124 - fala de Ulisses).
Isaias 53 - quem o Servo Sofredor não é
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