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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Em 1536 William Tyndale foi Condenado à Morte por Traduzir à Bíblia para o Inglês

 "E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." Marcos 16:15 - "... vem a hora em que qualquer que vos matar julgará prestar um serviço a Deus." João 16:2


Já em seus tempos de estudante, ele planejara traduzir a Bíblia, não da Vulgata, como Wyclif o fizera, mas dos originais hebraico e grego. Ao ser censurado por um fervoroso católico, que lhe disse que “seria melhor ficar sem a lei de Deus” — i.e, a Bíblia — “do que sem o papa”, Tyndale respondeu: “𝑺𝒆 𝑫𝒆𝒖𝒔 𝒑𝒐𝒖𝒑𝒂𝒓 𝒎𝒊𝒏𝒉𝒂 𝒗𝒊𝒅𝒂, 𝒅𝒂𝒒𝒖𝒊 𝒂 𝒎𝒖𝒊𝒕𝒐𝒔 𝒂𝒏𝒐𝒔 𝒇𝒂𝒓𝒆𝒊 𝒄𝒐𝒎 𝒒𝒖𝒆 𝒐 𝒎𝒆𝒏𝒊𝒏𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒄𝒐𝒏𝒅𝒖𝒛 𝒐 𝒂𝒓𝒂𝒅𝒐 𝒄𝒐𝒏𝒉𝒆ç𝒂 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒂𝒔 𝑬𝒔𝒄𝒓𝒊𝒕𝒖𝒓𝒂𝒔 𝒅𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒗ó𝒔”.42 Beard, Reformation, p345-

(...) Wolsey expediu ordens para que se prendesse Tyndale, mas Filipe, landgrave de Hesse, protegeu o autor, o qual, em Marburg, prosseguia com a tradução do Penta-teuco (1530). Lentamente, pelo seu próprio trabalho ou sob sua direção, a maior parte do Velho Testamento foi vertida para o inglês. Mas, em um momento de descuido, Tyndale caiu nas mãos dos funcionários imperiais; foi encarcerado durante 16 meses em Vilvorde (nas imediações de Bruxelas) e queimado na fogueira (1536), não obstante a intercessão de Thomas Cromwell, ministro de Henrique VIII. Diz a tradição que suas últimas palavras foram: “Senhor, abri os olhos do rei da Inglaterra”.43 Viveu bastante para poder cumprir sua missão; o menino do arado podia ouvir agora os evangelistas contarem, em inglês firme, claro e incisivo, a estimulante história de Cristo. Quando apareceu, em 1611, a histórica Versão Autorizada, 90 por cento da maior e mais influente obra clássica da literatura inglesa eram do texto original de Tyndale. 𝑾𝒊𝒍𝒍 𝑫𝒖𝒓𝒂𝒏𝒕, 𝑨 Reforma

Postado a 10/10/2023

domingo, 31 de dezembro de 2023

Romanismo.

Surgiu também uma discussão entre eles, acerca de qual deles era considerado o maior. Lucas 22:24

"(…) A igreja foi em sua origem, um povo de irmãos guiado por irmãos. Todos recebiam a instrução de Deus, e tinham direito de chegar por si mesmos à fonte da divina luz.  João 6:45. As epístolas, que então decidiam das grandes questões de doutrina, não traziam o nome pomposo de um só homem, de um chefe. As Santas Escrituras nos ensinam que se liam simplesmente estas palavras; Os apóstolos, os anciãos, aos nossos irmãos. Atos 15:23.

(...) Os primeiros pastores ou bispos de Roma dedicaram-se cedo à conversão de aldeias e cidades que cercavam esta capital. A necessidade em que se achavam os bispos e pastores da Campanha de Roma de recorrer em casos difíceis a um diretor entendido, e o reconhecimento que deviam à igreja metropolitana, os obrigaram a ficar unidos a ela. Viu-se então o que sempre se tem visto em circunstâncias análogas: esta união tão natural degenerou em dependência. Os bispos de Roma olharam como um direito à superioridade que as igrejas vizinhas lhe haviam concedido. É de usurpações de poderes que a história se compõe em grande parte, sendo que a outra se forma da resistência daqueles cujos direitos foram usurpados. O poderio eclesiástico não podia escapar à propensão que impele o que foi elevado a querer subir ainda mais. Ele seguiu esta lei da humanidade.

Não obstante, a supremacia do bispo romano limitava-se à inspeção das igrejas que se achavam nos territórios submetidos civilmente ao prefeito de Roma. (Veja-se o 6° Canon do Concílio de Nicéia) Mas a graduação que esta cidade de imperadores ocupava no mundo, apresentava à ambição de seu primeiro pastor mais vastos destinos. A consideração de que gozavam no segundo século os bispos da cristandade era proporcionada à consideração da cidade em que residiam. Ora, Roma era a maior, a mais rica e a mais poderosa cidade do mundo Era a capital do império, a mãe dos povos. Todos os habitantes da terra lhe pertencem, disse Juliano e Claudiano a proclamou “a fonte das leis”. 

Se Roma era a rainha das cidades do universo, porque seu pastor não seria a mãe da cristandade? Porque os povos não seriam seus filhos, e sua autoridade sua lei soberana? É fácil ao coração ambicioso do homem fazer tais arrazoados, e a ambiciosa Roma os fez." Jean-Henri Merle d'Aubigné, História da Reforma do Décimo Sexto Século. 

Todavia

Jesus lhes disse: "Os reis das nações dominam sobre elas; e os que exercem autoridade sobre elas são chamados benfeitores.²⁶ Mas, vocês não serão assim." Lucas 22:25,26

"Porque a igreja não tem outro Rei senão Jesus Cristo. Porque a Igreja não deve ingerir-se na política do mundo, tirar desta a sua própria inspiração nem apelar para suas espadas, suas prisões, seus tesouros. Porque a igreja vencerá pelas forças espirituais que Deus depositou em seu seio, e, acima de tudo, pelo reinado de seu Chefe adorável. Porque a Igreja não deve contar com tronos terrenos nem triunfos efêmeros, mas que a sua marcha se assemelhe à do REI: DA MANJEDOURA PARA A CRUZ, DA CRUZ PARA A COROA! 

J. H. Merle D'Aubigné, História da Reforma décimo sexto século, Vol. VI p. 247

A Fronte coroada de espinhos

e os ligeiros barcos da Aônia Como vim a editar as Memórias de Além-Túmulo (em breve na Amazon e/ou aqui em nosso blog) Comecei por dois fra...