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terça-feira, 3 de junho de 2025

Em defesa das respostas corretas

Disse uma vez um destro escritor: "Chegará o dia em que espadas serão empunhadas para provar que a grama é verde e o céu é azul." Eu diria uma Única Espada, mas Deus queira, muitas trombetas...

"Não estás longe do Reino de Deus" Mc 12.34 disse Nosso Senhor a um Escriba que lhe respondeu sabiamente. Que Deus nos ajude a sempre responder corretamente ao próximo, conforme a Sua Palavra, "Lâmpadas para meus pés, Luz para meu caminho".

Uma resposta correta é necessariamente uma verdade, e toda verdade provém de Deus, já disse também outro homem sábio. De fato, se há um tempo determinado para todas as coisas, como saber quando plantar e quando arrancar? quando edificar e quando derribar? quando ajuntar e quando espalhar as pedras? quando abraçar e quando se afastar? O que seria de nós, se nosso Bondoso Deus não nos providenciasse uma resposta correta para cada uma de nossas perguntas vitais? Como nós econtraríamos este abençoado caminho estreito, confusos diante de tantos espaçosos atalhos pelos quais uma multidão enganada caminha a passos também largos rumo aos abismos deste mundo? Como nós O encontraríamos se Ele não nos dissesse onde está, através de piedosos servos que nos ministram a Sua Santa Palavra? Certamente foi por esse motivo que nosso misericordioso Deus, cuja bondade é para sempre, nos deu este livro, o livro de Deus ou como bem disse Charles H. Spurgeon, "o deus dos livros", para que nos ouvíssemos de nosso Eterno Rabi, as respostas corretas. Tole, lege!

Honremos pois as respostas corretas em comunhão com aqueles que também as receberam de Deus, não as forcemos para debaixo dos alqueires, dos sussurros, das catacumbas... constrangidas pelo escárnio das respostas erradas. Pelo contrário, ajudemos a proclamá-las, como se fôssemos trombetas tocadas por arautos de Deus, do alto dos telhados. (Is. 40.9)


Wagner. 




domingo, 12 de maio de 2024

A Mãe e o Filho

"Ó Senhor, deveras sou teu servo; sou teu servo, filho da tua serva; soltaste as minhas ataduras." Salmo 116.16

Havia uma piedosa mãe que pranteava muito e na mesma medida de suas copiosas lágrimas,  também orava constantemente pela conversão de seu filho. Em certa ocasião, esta mãe compareceu diante de um sacerdote e insistindo, queixando-se e chorando abundantemente suplicava que ele se encontrasse e conversasse com seu filho, no entanto, o sacerdote já incomodado a despediu dizendo:

__“ 𝑽á 𝒆𝒎𝒃𝒐𝒓𝒂; 𝒗𝒊𝒗𝒂 𝒂𝒔𝒔𝒊𝒎, 𝒏ã𝒐 𝒑𝒐𝒅𝒆 𝒔𝒆𝒓 𝒒𝒖𝒆 𝒎𝒐𝒓𝒓𝒂 𝒐 𝒇𝒊𝒍𝒉𝒐 𝒅𝒆𝒔𝒔𝒂𝒔 𝒍á𝒈𝒓𝒊𝒎𝒂𝒔”.

Tempos depois, em suas conversas com o filho, ela lembrava frequentemente essas palavras, como se tivessem ressoado do céu.

A mãe se chamava Mônica, seu filho, Agostinho e tal relato se encontra no Livro III de suas Confissões.

Minha mãe também orou e chorou muito por mim e certamente eu lhe dei muito mais razões para chorar do que Agostinho deu à Mônica. Muito provavelmente esta história se repete e continuará se repetindo na vida de muita gente. 

Que Deus abençõe grandemente toda a mãe que chora pelo seu filho e atenda conforme a Sua Santa Vontade todas as suas orações.



sexta-feira, 10 de maio de 2024

Os Olhos do Mineiro

                                                                     


                                                                   "(...) o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado."   1Jo 1:7 
                                                                                                                                                                        

Aprenda uma lição com os olhos do mineiro que trabalha o dia todo sob a poeira do carvão. Quando sai à luz do dia, seu rosto pode estar bem sujo, mas os olhos estão claros e brilhantes, porque a fonte das lágrimas está sempre despejando suas ondas suaves sobre os olhos do mineiro, expusando cada partícula de pó, assim que ela pousa. Não é desse tipo de milagre de purificação que nossos espíritos necessitam num mundo como este? E é isso que nosso BENDITO SENHOR E SALVADOR está pronto a fazer por nós, por meio de seu sangue purificador; basta confiarmos nEle. F.B Meyer 

"Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado." 1Jo 1:7

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

𝗦𝗵û𝗯 – 𝗡ã𝗼 𝘀𝗲 𝗣𝗲𝗿𝗰𝗮𝗺!

“Quem somos, de onde viemos e para onde vamos.”

Para um Cristão, e não importa a sua classe social ou grau de instrução, não há qualquer dificuldade nestas três perguntas que tanto tem atormentado a sabedoria mundana desde que - dizem os sábios do mundo - o ser humano descobriu que podia pensar racionalmente. 

Da Origem e do Destino

𝗕𝗼𝗮 𝘃𝗶𝗮𝗴𝗲𝗺! Quem nunca ouviu ou proferiu esta famosa frase que mais parece uma benção?! E quem de coração sincero desejou uma boa viagem a alguém que não desejasse ver novamente?! É assim porque toda boa viagem tem por destino final o seu exato ponto de partida -  a nossa casa! Pois uma jornada que não termina em nosso querido lar, não acabou muito bem! Aliás, são mais bem quistos aqueles cuja volta é mais celebrada do que a partida, diria o pai de um certo filho, pródigo, pois houve uma grande festa quando aquele jovem retornou de sua infeliz jornada. 

Não ter destino é na verdade o mais triste dos destinos  - não ter para onde voltar e apenas ir…, ir…,  ir e nunca chegar – isso é se perder!

“Digo a vocês que, assim, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.” Lucas 15:7 

“Shûb, que é a palavra hebraica mais comum para conversão, significa volver, voltar-se, virar e retornar, (…) A palavra mostra claramente que aquilo que o Antigo Testamento denomina ‘conversão’ é uma volta para Deus, de Quem o pecado separou o homem.” Teologia Sistemática Louis Berkhof p. 443 

“Desde os dias de vossos pais, vos desviastes dos meus estatutos e não os guardastes; tornai-vos (שׂוב shûb) para mim, e eu me tornarei (שׂוב shûb) para vós outros, diz o SENHOR dos Exércitos; (...)” Malaquias 3:7

Já no grego do Novo Testamento, em sentido muito semelhante encontramos  “επιστρεφω” “epistrepho”:  “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres (epistrepho), fortalece os teus irmãos”. Lucas 22:32 Disse o Senhor ao discípulo que iria negá-lo três vezes. 

Um bom sentido para uma viagem é sentir saudades do que verdadeiramente prezamos e deixamos para trás, pois assim, valorizamos o lugar ao qual pertencemos.

“Lembra-te da palavra que deste a Moisés, teu servo, dizendo: Quando vós transgredires, eu vos espalharei pelos povos: Mas se vós vos (shûb)  converterdes a mim, e guardardes os meus preceitos, e os cumprirdes, ainda quando vos tenhais sido espalhados até as extremidades do mundo, eu vos ajuntarei desses países, e eu  vos reconduzirei ao lugar que eu escolhi para nele habitar o meu nome.” Neemias 1;8-9

Pensemos naquela que talvez, seja a mais das extraordinárias jornadas de volta no âmbito da natureza. 

A Quantidade água no planeta, também diz a ciência, nunca se altera.

"Todos os ribeiros vão para o mar, e, contudo, o mar não se enche; para o lugar para onde os ribeiros vão, para aí tornam (shûb) eles a ir." Eclesiastes 1:7

As gotas de chuva que caem do céu são pequeninas porções de água, pedacinhos de mar  retirados da vastidão dos oceanos para onde todo riacho corre. Por sempre buscar os lugares mais baixos já disseram que a água é a mais humilde das substâncias, e no entanto, essencial, pois sem água nada vivo existiria (humildade e exaltação, sempre de mãos dadas).  Estas porções de água,  numa espécie de transcendência são evaporadas pelo sol,  aparentemente mortas, reduzidas a fumo, leve, são nuvem agora, peregrinas, vagando em alta velocidade por lugares indeterminados até que retornem ao seu estado líquido. Em forma de chuva, cada pequena porção de água será pulverizada em vários pontos diferentes deste grande planeta. Ainda que uma seja despejada no pico da mais alta montanha e outra no meio do mais árido deserto ou ainda que mate a sede de um ser vivente, por diversos que sejam seus destinos e seu estado provisórios e por maior que seja o tempo de sua peregrinação, nada deterá a sua inexorável marcha de volta ao grande Oceano a que pertencem, sua humildade lhe colocará sempre em busca do grande mar. “(…) as águas estavam sobre os montes; à tua repreensão, fugiram; à voz do teu trovão, se apressaram. Subiram aos montes, desceram aos vales, até ao lugar que para elas fundaste.”  Salmos 104:6-8.

Assim são aqueles bem aventurados, escolhidos pelo Imutável Deus  desde a fundação do mundo. 

Infeliz do homem que acreditar ter encontrado a felicidade e o seu destino neste lugar provisório, onde deve viver como um estrangeiro de passagem, onde a água volta ao mar e o pó volta ao pó. Somos homens, criados por Deus a sua imagem e semelhança, peregrinos nesta terra, e isso já sabemos, de onde viemos e para onde devemos ir é na prática  uma só pergunta porque apenas uma é a resposta:

“Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai”, Lc 15.18.” 

— Mas cuidado!

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” João 14:6 

Portanto crianças, shûb - não se percam! 

𝕾𝖔𝖑𝖎 𝕯𝖊𝖔 𝕲𝖑𝖔𝖗𝖎𝖆 

sábado, 2 de dezembro de 2023

Chesterton, Gusdorf e a Revolução Francesa.

O contraste entre as opiniões  de um  escritor católico romano e de um protestante reformado sobre a Revolução em França de 1789.

No fim do século XVIII, duas revoltas vitoriosas – A Guerra de Independência dos EUA e a Revolução Francesa – mudaram a face do mundo. A primeira fundou um país fortemente marcado pela cultura protestante, num grande território em que não era necessário fazer um ajuste de contas com um passado feudal onde floresceu a maior democracia do Ocidente; a segunda pôs fim a uma das mais importantes monarquias da Europa instituindo em seu lugar a França contemporânea, a mesma de maio de 68. 

G.K. Chesterton 

O grande ensaísta inglês discorre no capítulo em referência de Ortodoxia sobre o pensamento moderno: “Se este ponto ainda não está bem esclarecido, um exemplo histórico pode ilustrá-lo. A Revolução Francesa foi, realmente um ato heroico e decisivo, porque os Jacobinos desejavam alguma coisa definida e limitada. Desejavam as liberdades da democracia, mas, também, os vetos dessa democracia. Desejavam ter os votos e não ter os títulos. A república tinha um lado ascético em Franklin ou Robespieere, e um lado expansivo em Danton e Wilkes. Assim criaram alguma coisa com forma e substância sólidas, uma igualdade social niveladora e a riqueza campestre da França. Mas desde então o pensamento revolucionário ou especulativo da Europa tem sido enfraquecido pelo retraimento de qualquer proposta devido aos limites dessa mesma proposta. O liberalismo degenerou em liberalidade. Os homens tentaram converter o verbo transitivo ‘revolucionar’ em verbo intransitivo. O jacobino poderia dizer-nos não só qual era o sistema contra o qual se revoltava, mas também (o que é mais importante) o sistema em que confiava.” Ortodoxia, Ecclesiae, p. 68 

Georges Gusdorf 

As reflexões do pensador reformado aqui também destoam muito do católico romano: “Diferença fundamental, a liberdade americana foi conquistada de um adversário externo, à custa de uma guerra estrangeira, mesmo que existisse no país uma minoria de partidários do estrangeiro, os tories lealistas. Ao contrário, a liberdade francesa teve de ser adquirida num conflito da França com ela própria; a guerra civil precedeu a guerra estrangeira, muito mais terrível na exasperação dos fanatismos opostos. Mais do que isso, em cada consciência se travava uma guerra civil individual, dilacerada entre aspirações contraditórias; entre o fascínio e o pavor, a revolução mobilizava as paixões; ela libertou o instinto de morte inscrito nas profundezas de cada personalidade. Na exasperação do Grande Terror, os revolucionários tornaram-se possessos, divididos entre as obsessões contraditórias do massacre, do sacrifício e do suicídio. Da Revolução Americana nasce uma grande nação fortemente marcada pela cultura protestante, à revolução Francesa, seguiram-se o Terror e sucessivos golpes de Estado…” Georges Gusdorf  – As Revoluções da França e da América – a Violência e a Sabedoria – Editora Nova Fronteira. Pg 49. 

E aqui um bônus de Edmund Burke filho de pai protestante e de mãe católica e que aderiu à fé de seu pai permanecendo um anglicano praticante ao longo de sua vida: 

“Faz agora dezesseis ou dezessete anos desde que vi a Rainha da França, naquela época a Delfina, em Versalhes, e certamente jamais pisou neste globo (olhos), que ela apenas parecia tocar, uma visão mais deliciosa. Vi-a bem acima do horizonte, decorando e alegrando a esfera celeste em que principiou a mover-se – cintilante como a estrela da manhã, cheia de vida, esplendor e alegria. Oh, que revolução! E que coração devo eu ter para contemplar, sem emoção, essa elevação e essa queda! (coação exercida pela turba sobre Luís XVI e Maria Antonieta em Versalhes, fazendo-os voltar a Paris para serem confinados nas Tulherias, sob a vigilância popular, 5 de outubro de 1789). Mal podia eu sonhar, quando, ao lhe tributar títulos de veneração acrescidos aos de um amor entusiasta, distante e respeitador, que ela um dia fosse obrigada a levar escondido em seu seio aquele forte antídoto contra a desgraça. Mal podia eu sonhar que viveria para ver esses desastres recaírem sobre ela em uma nação de homens valorosos, em uma nação de homens honrados e cavalheiros. Pensei que mil espadas seriam logo tiradas de suas bainhas para vingar um olhar sequer que a ameaçasse insultuosamente. Mas a era do cavalheirismo foi-se. Sucedeu-a a dos sofistas, economistas e calculadores, e a glória da Europa extinguiu-se para sempre.”

Will Durand - História da Civilização Vol. 10, Rousseal e a Revolução p. 732.


terça-feira, 10 de outubro de 2023

Culpados

"(…) Nessa noite, para grande alegria nossa, ele não falou com evasivas. Aludiu à grandeza do povo eleito, da sua importante missão de testemunha, da profecia da sua conversão, anunciadora do fim dos tempos. Humberto interrompeu para dizer que devíamos odiar os algozes de Nosso Senhor, mas o padre respondeu que cada um de nós só tinha direito a odiar um único carrasco de Cristo: «Nós mesmos, e mais ninguém...» "

François Mauriac – Nó de Víboras.



"Não é bom que o homem esteja só..."



Ao formar a mulher, Deus não retirou uma parte da cabeça do homem para que fosse superiora, nem de seus pés para que fosse desprezada, mas de bem perto do seu coração! Tantas coisas Deus faz a nosso favor, sem que paremos para percebê-las.

"As Anotações da Bíblia de D.L Moody" 



sábado, 9 de março de 2019

Cosmovisão Cristã

 

A visão cristã de mundo parece sempre atual porque é verdadeira. Um cristão “Crê no cristianismo assim como crê que o Sol nasceu, não apenas porque o vê brilhando no céu, mas porque por meio dele o cristão vê tudo o mais.” C S Lewis:  

"Vem em meu auxilio, Espirito Santo, que fecundas o vasto abismo, cobrindo-o com Tuas azas! Do alto da montanha que vê a Seus pés as cumeadas da Aonia, contemplas o perpétuo movimento das cousas terrenas, esta turba de homens onde até os princípios mudam, onde o bem se transforma em mal, e o mal em bem : Tu vês com piedade as dignidades que nos entumecem o coração, e as honras vãs que o corrompem ; ameaças o poder adquirido por crimes ; consolas o desgraçado que o é á custa de virtudes; vês as diversas paixões do homem, seus vergonhosos medos, seus abjetos ódios, seus interesseiros votos, seus gozos tão curtos e seus desprazeres tão longos; todas estas misérias vês,  Espirito Criador ! Anima e vivifica minhas palavras nesta narrativa: ditoso serei, podendo dulcificar o horror do quadro com a pintura dos milagres do Teu Amor." 

Chateaubriand, Os Mártires (Les Martyrs 1809) - O Triunfo da Religião Cristã.

A Fronte coroada de espinhos

e os ligeiros barcos da Aônia Como vim a editar as Memórias de Além-Túmulo (em breve na Amazon e/ou aqui em nosso blog) Comecei por dois fra...