Como que um livro escrito ao longo de aproximadamente 1600 anos, por mais de 40 autores de culturas, épocas e idiomas distintos pôde manter a sua unidade? Eis as Sagras Escrituras. O Livro de Deus, ou como já bem disse C. H. Spurgeon, o deus dos livros.
1" A Bíblia tem de ser lida com um apreço por sua inteireza, unidade e conceito de um plano divino que desempenha um papel nos cumprimentos históricos imediatos e no cumprimento final e culminante nos últimos dias. A modernidade coloca muito peso nas particularidades e detalhes do texto e dificilmente dedica algum tempo à únidade da Bíblia. James Orr coloca o assunto exatamente onde precisa estar, argumentando:"
2 'O Alcorão, por exemplo, é uma miscelânea de peças desconexas, das quais é impossível extrair qualquer ordem, progresso ou arranjo. As 114 Suras. ou capítulos, das quais é composto, são arranjadas principalmente de acordo com a extensão - as mais longas em geral precedendo as mais curtas. Não é diferente com as Escrituras zoroastriana e budista. Elas são igualmente destituídas de começo, meio ou fim. São, em sua maior parte, coleções de materais heterogênos, juntados de forma imprecisa. Todos têm de reconhecer que é muito diferente com a Bíblia. De Gêneses a Apocalipse, sentimos que esse livro tem um sentido real de unidade. Não é uma coletânea de fragmentos, mas tem, diríamos, um caráter orgânico. Tem uma história conectada para relatar do princípio ao fim; vemos algo crescendo diante de nossos olhos; há plano, propóstio, progresso; o fim volta ao início e, quando o todo termina, sentimos que aqui Deus mais uma vez, como na criação primal, termina sua obra e observa que elas estão muito boas.'
1. O Messias no Antigo Testamento, Walter C. Kaiser Jr. pg. 24
2. James Orr, The Problem of the Old Testament.

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