quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Nós e nossos pecados

 "(...) Manso e Humilde Salvador, quão atormentado Tu foste, tendo que suportar isso tudo. Fico tão espantado que mal posso pensar nessa cruelíssima realidade! Pergunto por Teu delito, mas não vejo nenhum em Ti. Não mesmo; nem dolo achei em Tua boca. Os Teus inimigos são desafiados, e nenhum deles se atreve a Te acusar de pecado. Os Teus acusadores, subornados, não chegam a acordo em seu depoimento. 

O juiz que Te condena declara abertamente a Tua inocência:

"E disse Pilatos aos principais sacerdotes, e à multidão: Não acho culpa alguma neste homem." Lucas 23:4

 a esposa dele lhe envia recado dizendo que foi advertida num sonho de que o réu é um homem justo e que, por isso, o marido se acautele de não Lhe fazer injustiça. O centurião que Te executou confessou que Tu é um homem justo e o próprio Filho de Deus.

O ladrão pendurado conTigo Te justifica, declarando que não fizeste nenhum mal. 

Qual será, então a causa, ó Senhor, da cruel ignomínia paixão e morte que sofreste?

Eu, Senhor, eu sou a causa destes Teus sofrimentos e tristezas. Os meus pecados produziram o Teu opróbio, as minhas iniquidades são a ocasião das injúrias que Te atingem. Eu cometi a falta, e Tu é afligido em punição da ofensa que fiz; eu sou culpado, Tu és acusado; eu cometi o pecado, Tu sofreste a morte; eu cometi o crime, Tu foste pendurado na Cruz. 

Oh, a profundidade do amor de Deus! Oh, a maravilhosa disposição da Graça Celestial! Oh, a imensurável dimensão da Misericórdia Divina!" 

A Prática da Piedade, Lewis Bayly.


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