Estava numa certa manhã de abril em uma Igreja calvinista e ouvi um tanto surpreso seus músicos e cantores executarem uma releitura (com letra adaptada) de um conhecido refrão, o último movimento da 9ª Sinfonia de Beethoven, "Ode à Alegria"... "e o que há de errado nisso?" indagariam... O grande problema é que esta obra, (especialmente esta passagem) não foi originariamente concebida como um louvor cristão mas à uma suposta alegria filha de Elísio, o paraíso segundo a Mitologia Grega. Segue a versão original em alemão e a respectiva tradução deste mesmo refrão escrito pelo poeta alemão Friedrich Schiller 1759-1805 a título de informação, a quem possa interessar:
Tochter aus Elysium
Wir betreten feuertrunken
Himmlische, dein Heiligtum!
Deine Zauber binden wieder
Was die Mode streng geteilt
Alle Menschen werden Brüder
Wo dein sanfter Flügel weilt"
Filha do Elísio
Entramos, ébrios de fogo Celestial,
Teus feitiços voltam a unir novamente
Todos os homens se tornam irmãos
Soli Deo Gloria
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